O QUE PODE MUDAR E MELHORAR DEPOIS DA COVID-19?

Autor: Flávio Braun Fiorda


O QUE PODE MUDAR E MELHORAR DEPOIS DA COVID-19?

Dr. Flávio Braun Fiorda – Médico psiquiatra – Pres. AME Santos/SP

Dizem por aí que o mundo não será mais o mesmo depois desta pandemia causada pela  Covid-19. Mas eu questiono: por quantas pandemias o planeta Terra já passou ao longo do tempo, e a humanidade parece que tropeça insistentemente nos mesmos erros? E essa famosa transição planetária entre os séculos 20 e 21 precisaria de um fato traumático como esse?

Se as Leis Divinas e Morais já estão em nossa consciência, nem que seja de uma forma ainda latente, como nos ensina O Evangelho segundo o Espiritismo e tantas outras literaturas Kardecistas, teoricamente cada ser já tem uma mínima noção de valores e condutas comportamentais a serem cultivadas para si e para com a coletividade. Mas o ser humano, esteja ele na condição de encarnado ou desencarnado, vai mudando o seu caráter aos poucos e de acordo com a sua vontade, respeitada sempre pelo Criador que avisa que toda semeadura terá necessariamente a sua colheita mais cedo ou mais tarde.

Esta crise veio e se espalhou na velocidade dos aviões por todo o mundo. E por conta deste impacto, o susto, o estresse, a ansiedade e o medo de várias maneiras se impuseram em todas as raças e classes sociais.

Esses sentimentos são inerentes à raça humana, visto que de maneira nenhuma podemos controlar o macro e o microcosmo. Um cometa pode colidir com qualquer outro orbe no espaço sideral, um vírus pode vir pelo ar nas gotículas alheias e se adentrar as nossas narinas. Este fato revela o caráter controlador do ser humano, que pensa na sua ignorância que pode ter o domínio do que está do lado de fora de si.

Então, se o conhecimento científico vigente andar de mãos dadas com o a fraternidade, nos afastando da ignorância moral, os aprendizados nesta forçada mudança no dia em que a Terra está de stand-by e que o momento nos exige serão inúmeros. É o cultivo da humildade, é não queremos sempre tudo do nosso jeito, é pensar que de fato precisamos de muito menos coisas matérias para vivermos bem, neste mundo tão desigual. A conscientização de que vivemos como se fôssemos imortais.  É pensar no outro mais desprovido de autossustentação, no abrandamento do nosso egoísmo, da vaidade e do orgulho.

Mas no fundo o “outro” não existe, somos todos um!

E não cabe a nós controlar o tempo. O que nos cabe é amar enquanto é tempo!